Esclarecendo-me

Chegou a hora de escrever aqui de novo.

De digitar as palavras de uma forma que eu entenda mais do que as outras pessoas, de que eu possa explicar pra essa outra pessoa dentro de mim o que a minha alma verdadeiramente quer, o que ela verdadeiramente vai tentar, o que ela esperançosamente vai conseguir.

Eu consigo organizar melhor minhas ideias se escrevo pra mim mesmo. Esse texto não é pra você, não é pra ser divulgado e, se minha mente deixar, não é pra chamar atenção de ninguém; querer confete, querer identificação. Não é isso.

Bom, depois de inúmeros textos de “eu cansei”, “eu estou anestesiado” e “eu sinto que estou perdendo minha mente” acredito que tenha tomado controle dela novamente. De uma forma embriagada, cambaleando quase caíndo, mas com total consciência do que está passando.

Eu levei pancadas. Inúmeras delas. As quais não cabem falar aqui porque não estou procurando me justificar, as quais podem ser insignificantes pra boa parte das pessoas, mas não foram pra mim, por algum motivo que eu as vezes acredito saber, as vezes acredito desconhecer. Essas pancadas, junto à minha própria personalidade que sempre foi mais emocional que racional, me fez ter depressão.

Não, eu não fui diagnosticado por um psiquiatra. Eu não precisei.

Acredito veementemente que estive em depressão durante boa parte dos dois últimos anos, pode ser que num nível menor que muitas das pessoas, mas em um nível maior do que o máximo pra conseguir lidar sem pensar muito nisso.

Mas eu não quero sentir pena. Que você se sinta mal por mim. Eu mesmo não quero me sentir mal por mim. De certa forma isso foi prolongando dia-após-dia porque eu ignorava todos os sinais que recebia: O engordar 20kg em 2 anos, o perder a motivação pra diversas coisas as quais eu me sentia realmente entusiasmado sobre, a insistência em me esconder em outras realidades de seriados, música e jogos ao invés de enfrentar a minha própria.

Pra ser sincero eu acredito que você ser solidário e querer conversar me ajuda. Mas não agora. Agora eu preciso realmente entender que não estou fazendo isso por atenção. Não estou em um ciclo vicioso de sentir pena de mim mesmo e daí não fazer nada sobre isso.

Eu estou tomando remédio pra ansiedade, fluoxetina, que ajuda pra motivação segundo o psiquiatra que consultei. Também estou fazendo psicoterapia com uma psicóloga que eu sinto bem confortável em conversar. Eu estou me sentindo melhor.

Mas ao mesmo tempo que melhoro, sinto que tenho muito o que fazer pra ficar 100%. Tenho que fazer passo a passo pra não me perder nos percalços da falta de motivação que me assolou desde o fim de 2014. Preciso afastar os fantasmas da minha ex-namorada, os quais me assombram na mente e fazem lembrar que falhei nisso também. Eu preciso esquecer tudo isso. Eu quero esquecer tudo isso. Eu vou.

Explicar pra mim mesmo o que eu quero fazer e organizar meus pensamentos em palavras é uma boa continuação para o que pretendo mudar no começo do ano que está por vir. Esquecer o ano de 2016 talvez funcione também, mas prefiro engolir minhas lágrimas e procurar ser forte com toda essa experiência difícil que passei e que estou por sair.

“Você precisa parar de viver em seus pensamentos, no passado o tempo todo, e passar a viver o presente”.

É Cristiano, você precisa. E você vai.

 

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